Postado por Monolice, July 23rd, 2010
Quando eu fiquei noiva, ano passado, disse que eu ia escrever um diário de quando eu começasse a procurar as coisas do casamento. Pois bem, agora marcamos a data e eu finalmente comecei a fazer os benditos orçamentos!
Pra começar, a data escolhida foi em Agosto. Primeiro, eu havia lido na internet que quem casava em Agosto conseguia economizar até 20% em gastos. Bom, isso pode até ser verdade para grandes cidades, mas não é o meu caso aqui. Na verdade, na cidade onde eu moro, a vantagem é apenas ter mais tempo para decidir as coisas, pois quase ninguém quem quiser em Agosto, por causa das superstições. Como eu não tenho muitas superstições, não tenho problema nenhum com um casamento em agosto.
Primeiro Dia: Buffets!
O primeiro dia foi tenso. Fomos em todos os Buffets da Cidade. Não posso nomear eles aqui, pois pode acontecer problemas, então vou nomear os Buffets por letras: Temos o Buffet T, o Buffet J, o Buffet N e o Buffet F.
No Buffet T, o preço inicial por indivíduo na festa é de R$40,00. Gente, eu nem imaginava que era tão caro! E isso é o coquetel mais simples, com bolo e bebidas. Dizem que não cobram o salão, mas com um preço desses, certeza que o salão está embutido. Estacionamento só na rua, o que não em agrada muito…
No Buffet J, quase R$50,00. Mas dizem que é o melhor. Também é o preço do Coquetel, se cogitar jantar, aumenta o preço. O único problema deste Buffet é que o salão tem primeiro e segundo andar, e as pessoas ficam separadas, não sei se é interessante. Estacionamento, a parte.
No Buffet N, nem recebi o orçamento, que ficaram de me mandar por e-mail. É mole?
No Buffet F, a situação mais inusitada. Eles tem preços a partir de R$30,00, mas servem apenas por 4 horas, e depois o restante você deve pagar a parte. Eu achei muito incoerente, lógico que uma festa não dura só 4 horas.
Também visitamos um salão muito legal em um parque, a R$2.500,00. Mas tem estacionamento, cadeiras, segurança, o que torna interessante.
Fomos também ver a Igreja, casamento a R$350,00, mas só duas opções de horário: 17h30 ou 20h30. Ou é de dia, ou é de noite.
Também visitamos um fotógrafo, gostei muitíssimo do trabalho dele (e meu noivo, que não gosta de tirar fotos, gostou também), mas ainda faremos mais orçamentos, embora pareça que tudo gire em torno de R$2.000,00.
Segundo Dia: Salões
Foi o dia do pé esquerdo! No primeiro lugar que fomos, era só para ver o salão, e a moça que mostrava estava dando entrevista e tínhamos que esperar, mas aí fomos andando até o salão para darmos uma espiada. O Salão era todo aberto e ventava muito, e também não ia caber todo mundo no mesmo lugar.
No segundo lugar, era um restaurante churrascaria. Fomos atendidos por uma bruxa mulher super mal educada, que primeiro nos deu as costas e depois resolveu responder as nossas perguntas. O preço até era acessível, R$13,00 por pessoa para Self-Service, R$15,00 o Mini rodízio, e R$20,00 o rodízio completo. O único problema é que as bebidas são a parte, e tem muita sacanagem nessa parte de bebida. Mas também, depois do péssimo atendimento, nem cogiitamos mais voltar lá.
Por fim, fomos ver um salão em um Hotel. Pelo jeito, não estão procurando alugar pelo preço: R$12.000,00 um baita mausóleu, e isso vazio, sem cadeiras e mesas – estas só são inclusas se contratar o Buffet do Hotel.
Depois, visitamos um Buffet que faz só a parte de salgados e doces, e não tem mesas, nem salão. Fiquei com uma baita dor no pé. Foi até interessante, na faixa de R$50,00 o cento do salgado. Porém, teremos outros problemas, como locação de equipamentos e salão.
A tarde, mais um Buffet, esse mais interessante. Também não tem salão, mas tem um preço acessível e inclui mesas e cadeiras, toalhas, talheres e pratos, na faixa de R$30,00 o coquetel individual. O único problema é achar um salão que caiba as 300 pessoas, que eu ainda não mencionei, que são meus convidados. Esqueci de mencionar que queriam já organizar meu Chá de Bebê, “pulando” a etapa que eu ainda não casei.
Depois, fomos ver dois salões, um no fim da cidade, um pouco abandonado mas bem grande, no valor de R$1.500,00. E o outro salão, nada de preço – primeiro tinha que ir em outro lugar ver as fotos do local enfeitado.
Esqueci da tentativa de experimentar um vestido. Eu não gosto de tomara-que-caia, e praticamente fui obrigada a experimentar um, que me deu a sensação de ser um croquete espremido que vai sair por cima do vestido. H-O-R-R-Í-V-E-L. Mas consegui vários cartões nessa história.
Terceiro Dia
Hora de ver as fotos do salão que não quiseram me dar o preço. Lá eles tem tudo: Salão, Buffet, Decoração, Música, e até lencinhos de papel se duvidar. Continuo sem o preço, aguardarei por e-mail, pra variar.
Também fui ver novamente o vestido. Estou quase comprando no Light in the Box, pois lá eu vou pagar R$500,00 em média, porém o vestido é meu – aqui, o primeiro ALUGUEL do vestido está saindo na faixa de R$1.500,00 a R$2.000,00. Resumindo: eu faço o vestido do jeito que eu quiser, mas no final, eu uso um dia, pago o preço absurdo e devolvo.
Conclusão: fugir e casar em algum lugar é muito tentador…
O casamento virou uma grande indústria, com preços absurdos para realizar um sonho. Dá pra entender porque tem tantas pessoas que preferem apenas morar juntas, sai bem mais barata. E isso porque ainda nem comecei a ver a decoração… logo volto com mais!
Postado por Monolice, July 19th, 2010
Gente, depois de Crepúsculo, eu resolvi que ia ler todo e qualquer romance que tivesse vampiros no meio, para fazer comparações. Nessa história, eu li Crespúsculo, Diários do Vampiro, Vampire Academy e House of Night, além de estar lendo novamente Anne Rice, que não dá pra comparar com nenhum desses anteriormente citados pois os livros dela são de qualidade muito superior (opinião exclusivamente minha). Antes de ler, por favor, tomem cuidado, pois este post pode conter SPOILERS!
House of Night 7 – Burned
O livro ainda não foi lançado no Brasil, mas como eu estava muito curiosa com o que ia acontecer em seguida, eu resolvi que ia ler em inglês mesmo. Como todos os volumes anteriores, o livro peca pela falta de cronologia. Aliás, eu sinto falta de cronologia o tempo todo na série! Tudo acontece rápido demais, Zoey entra na escola, depois vira uma Alta Sacerdotisa em Treinamento Uau em pouco tempo, e aí ela tem o rolo com o Heath, com o Erik, com o Poeta Laureado esqueci o nome, briga com a Neferet, e aparece Kalona – é tudo ao mesmo tempo. Mas pelo que eu entendi, toda a história dos 7 livros ocorreu em algo em torno de seis meses. Ou menos.
Nesse volume, Heath morreu e a alma de Zoey se partiu ao presenciar a cena da morte de Heath por Kalona. É, Kalona foi o grande assassino (até que enfim Zoey enxergou que ele é do mal MESMO) e Zoey jogou seus espírito contra ele antes de sua alma se partir. Zoey segue então com Heath para o Outro Mundo – o mundo de Nix – e lá ela fica por um booooooom tempo. Enquanto isso, Kalona está enfraquecido e é impelido por Neferet a seguir Zoey para o Outro Mundo, para garantir que ela não retorne ao seu corpo – se Zoey não retornar em 7 dias, ela morrerá.
O livro gira em torno de Todo-mundo-tentando-trazer-Zoey-de-volta. Stevie Rae faz sua parte em Tulsa, enquanto lida com um romance com o Corvo Escarnecedor Rephaim, Aphrodite mantém a cabeça no lugar enquanto a orda de Nerds está histércia. E dessa vez, Stark terá um papel essencial pra salvar Zoey. Aliás, Stark tem descendência irlandesa – isso é legal!
Agora, algumas observações minhas. Eu gostei da morte do Heath. Eu achava ele um saco e prefiro o Stark a Heath, Erik e o Poeta Laureado. O livro enrola muuuuuuuuuuuuuito. As parte dos diálogos com sotaques irlândes foram sofríveis de se ler. E eu não gostei do romance da Stevie Rae com Rephaim, eu preferia o Dallas, e fiquei com muita pena do que aconteceu com ele. Devo dizer também que detesto as capas que eles lançam por lá, prefiro mil vezes as que lançaram por aqui, com aqueles espirais bonitos cheio de flores.
Fica aqui também o dilema do que diabos vai acontecer, e espero que realmente a autora consiga inovar no restante da história. Gostei do toque Irlândes que ela deu pra história, acho mais legal do que falar apenas só de Wicca, até Avalon foi citado no blog da autora como fonte de inspiração, e eu adoro As Brumas de Avalon de Marion Zimmer Bradley. Acho que depois desses livros, com certeza vamos assistir a um boom de meninas que querem seguir a Wicca. Não condeno, mas espero que não seja só pela modinha, pois a Wicca é uma religião acima de tudo, e é necessário ter consciência para dar um passo assim.
Postado por Monolice, July 19th, 2010
De vez em quando eu recebo comentários por aqui, e são comentários tão legais que nessas horas eu penso que deveria postar mais frequentemente.
Mas eu não consigo. Quando penso em postar sobre os livros que eu já li, lembro de um problema: eu leio tanto e tão rápido que esqueço do que já li.
Andei me dedicando muito ao site do Studio Ghibli. É uma coisa minha, que quero que cresça, apareça, e traga mais fãs pro Studio Ghibli, para vermos dos os filmes de Miyazaki e Takahata por aqui. E creio que o trabalho tem funcionado bem, tem tido muitas visitas no site!
Tenho também comprado muitos livros, e estou com uma lista extensa de coisas para ler. Vou até seguir a idéia da Devoradora de Livros e dar umas dicas de leitura por aqui. Além de livros, também me perdi no mundo dos DVDs, e mais: estou organizando meu casamento, que será daqui um ano. É coisa demais para minha cabeça. Mas vamos lá, fazendo uma retrospectiva do que andei lendo.
Hoje vou falar do Livro que eu mais gostei.
E esse livro, é, sem dúvida.. hmm.. vejamos… dúvida cruel. Sempre fico entre dois títulos. Mas dessa vez vou optar um sobre o qual eu sempre falo: O Castelo no Ar, de Diana Wynne Jones.
Porque eu colocaria um livro que muitas pessoas consideram infantil como melhor livro? Simples. Ele me surpreende cada vez que eu leio.
Dá pra ler rapidinho, cerca de dois dias, mas toda vez eu leio já lembrando da história, eu sou surpeendida.
É a continuação de O Castelo Animado, e aí quando começa o livro, você já imagina que vai encontrar Sophie e Howl novamente. Mas não é bem assim. A história é narrada por Abdullah, um mercador de tapetes jovem, que resolve sair em busca de seu destino. Ele se apaixona pela princesa Flor da Noite, obtém um tapete mágico, e deve salvar a prória Flor da Noite de um Djim – uma espécie de demônio/gênio que pode realizar magias poderosas. Abdullah ganha até mesmo companheiros em sua jornada – a gata Meia Noite e seu filho Atrevido e até mesmo um soldado desempregado.
Howl e Sophie aparecem na história, além de Calcifer, o Mago Sulliman e Lettie, mas vou deixar pra quem quiser saborear imaginar como é que eles vão aparecer.
Postado por Monolice, February 28th, 2010
Recentemente, a editora L&PM lançou uma nova edição de Orgulho e Preconceito traduzido por Celina Portocarrero. Eu não resisti e comprei a edição, para poder comparar com a edição que tenho aqui, da Abril Cultural e traduzida por Lúcio Cardoso.

Achei a capa super fofa!
Não sou profissional pra poder dizer com certeza quais são as diferenças minuciosas entre as traduções, mas se fosse preferir alguma, poderia afirmar que seria a de Celina. Não desmercendo a tradução de Lúcio, pois como foi a primeira que li, julgo ser uma ótima tradução. Gostei mais da tradução da Celina por ser uma tradução mais recente. Sendo assim, o vocabulário utilizado é mais atual, sem perder o estilo de Jane Austen, ao passo que a tradução de Lúcio utiliza-se de um português mais formal, retrato da época na qual foi feita.
É interessante ver como a linguagem muda. A Edição da Abril Cultural data da década de 1980, enquanto a Edição da L&PM data deste ano de 2010, sendo que cerca de 20 anos separam as traduções. É fácil perceber as diferenças de vocabulário entre ambas as traduções, e fico imaginando que mais diferenças ainda devem existir entre o vocabulário utilizado pela própria Jane Austen quando escreveu, e o vocabulário inglês atual (por mais que o inglês britânico seja famoso por manter mais formalismos). Imagino também que cada tradutor procura em seu trabalho, trazer um significado mais próximo possível do original, por isso há tantas diferenças entre traduções de autores diferentes. Com certeza, as diferenças baseam-se na compreensão do texto por parte do tradutor.
Aqui, gostaria de tocar em um ponto, que tem sido amplamente divulgado na internet, acerca da questão do plágio de traduções. Denise, do não gosto de plágio, e Raquel, do Jane Austen em Português, denunciaram a semelhança da tradução de Fabio Cyrino e Isabel Sequeira do livro Persuasão, de Jane Austen. Agora ambas estão sendo processadas pela Editora Landmark, editora que publicou a tradução de Fábio Cyrino (que pelo que entendi, é também proprietário da referida editora).
Pelos trechos postados pela própria Denise, não acredito que a acusação de plágio seja infundada. Até os mesmos erros de Isabel Sequeira estão presentes na tradução de Fábio Cyrino.
Manifesto aqui a minha total indignação com a atitude da editora. Além do processo, pedem indenização por danos morais (uma quantia bem alta), queriam também que o processo ocorresse em sigilo – sem discussão das mídias, e queriam que o blog de ambas fossem retirados do ar antes mesmo do julgamento da causa. O juiz foi sensato, e além de não ter aceito o pedido de retirada do ar, também não permitiu que o processo fosse julgado em sigilo. Para mim, esses dois pedidos parecem provar não só que a Editora tem culpa no cartório, mas que também pretende continuar com esse tipo de atitude. E não foi só Persuasão o caso – a edição de O Morro dos Ventos Uivantes também foi contestada.
O mais absurdo de tudo, foi a Editora ter dito que as acusações de Denis e Raquel foram infundadas, mas não ter esclarecido as semelhanças das traduções. Para mim, a atitude da Editora só terá uma repercussão: da minha parte, não compro mais livros com o selo Landmark, pois para mim perdeu a credibilidade, e imagino que a esfera que acompanha esses casos também se juntará a causa.
Gostaria de manifestar aqui meu apoio a causa da Denise e da Raquel, e torço por um desfecho justo e verdadeiro. Espero realmente que a justiça seja feita para o lado correto.
Quem quiser saber mais, podem acompanhar o blog da Denise, não gosto de plágio, e o blog da Raquel, Jane Austen em Português.
UPDATE: Na verdade, a tradução de Lúcio Cardoso é de 1940. Obrigada Denise!
Postado por Monolice, January 28th, 2010
Era uma vez uma broinha, que recém assada, foi colocada para ser exibida descaradamente numa estufa, a espera de um consumidor que a quisesse. Lá, ela conheceu o Broinho, com quem viveu uma grande paixão.
Mas acontece que compraram e comeram o Broinho, e ela ficou desesperada para reencontrá-lo.
Ela resolveu então procurar na estufa, pois não tinha certeza do destino do Broinho, e quando estava de contas para a porta da estufa, uma bandeja de pães de queijo foi empurrada em cima da Broinha como uma avalanche, e a Broinha desmaiou e foi para no andar dos descartes da estufa, junto com a família dos Queijos Tostado.
A Broinha só acordou quando já era tarde demais, em uma lata de lixo. Um gato branco cutucou a lixeira e encontrou a Broinha, e a devorou em dois tempos. A Broinha então deu adeus a terrível vida, e foi reencontrar o Broinho no Céu das Broinhas.
Esta é uma história verídica que aconteceu no Campus Party 2010.
Este texto é fruto de uma viagem minha e da minha irmã, enquanto esperávamos por um café na fila do Rei do Mate no Campus Party. Realmente uma broinha caiu da bandeja de broinhas e foi chutada pra fora, e aí nós começamos a imaginar a história da broinha.
O terceiro dia começou para mim com palestras bem interessantes de Java e sobre o projeto da Microsoft para os estudantes, que achei bem legal. Fiquei doida pra fazer uma certificação!
A tristez foi o Kit Passa Fome do café da manhã, que consistia em uma sacolinha, com dois pãezinhos murchos com meia fatia de presunto e queijo, uma maçã, uma bolacha recheada e um achocolatado suspeito de nome Marajoara. Mas compensaram com o Almoço e o Jantar, que estavam muito bons!
O legal do Campus Party é que tudo é contagiante, de repente está todo mundo gritando junto, batendo palma junto, fazendo trenzinho, é uma loucura! E agora, uma fotinho da casa da minha irmã e da minha aqui no Campus Party:
Hoje também descolei um tempinho e trabalhei em uma coisa bem legal que vou publicar em breve no Site do Studio Ghibli. Tem a ver com Nausicaä, acho que todo mundo vai ficar bem feliz!