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Postado por Monolice, September 23rd, 2009

Hoje estou iniciando uma nova Categoria no meu blog, que espero que eu consiga atualizar com frequência. Como eu leio bastante, gosto de compartilhar algumas das minhas experiências com livros!

Acabei de terminar O Diário de Bridget Jones, de Helen Fielding. Eu só tinha visto a adaptação para o cinema, que já tem até algunas anos (acredito que seja de 2001, 2002, não sei ao certo).

Bem, em primeiro, comparando o filme com o livro, posso dizer que embora não tenha sido 100% fiel aos fatos, transmitiu bem a personalidade da protagonista do livro. Devo dizer que a Reneé Zellweger ficou perfeita no papel, e a todo momento que lia o livro, conseguia visualizar ela como Bridget Jones.

O livro reflete bem o cotidiano de uma mulher na casa dos 30 anos, ainda solteira. As preocupações com o peso, a falta de um namorado, a insegurança femininia, o temperamento masculino e as frustrações subsequentes.

Conforme fui lendo, me lembrei até de uma palestra que aconteceu no meu trabalho, sobre Satisfação e Estresse em mulheres. Bridget Jones me lembrou cada uma de nós, que passamos o tempo todo preocupadas com nossa aparência externa, com o quanto vamos engordar se comermos aquela coxinha deliciosa, sobre como o vestido mais lindo do mundo vai marcar os malditos pneuzinhos e tudo mais. Nós, mulheres modernas, nos cobramos demais. Somos estressadas desde pequenas, com as nossas mães dizendo “Feche as pernas, você está de saia”, “Mastigue de boca fechada”, “Você é uma mocinha, comporte-se como tal!”, “Na sua idade, eu já arrumava a minha cama, vai arrumar a sua” e todas essas frases que passamos a infância a escutar. E aí, quando viramos adultas, nos submetemos a uma jornada que inclui trabalho, casa, família, filhos, academia e regime. Não que seja este o meu caso, já que eu por enquanto só alterno trabalho e faculdade. Mas todas nós estamos sempre nos cobrando o melhor, o perfeccionismo.

Bridget Jones lida como todos estes problemas de forma divertida e irreverente. E ainda consegue seu final feliz. E sem falar que Bridget Jones cita várias vezes Orgulho e Preconceito (pelo menos, a adaptação da BBC, que eu ainda não vi e estou doida pra ver – além disso, ela compartilha minhas opiniões acerca de Mr. Darcy!). Será que o Mark Darcy tem esse nome por causa do Mr. Darcy de Orgulho e Preconceito? Quando descobrir, eu conto.

Pra quem gostou de Becky Bloom de Sophie Kinsella, Bridget Jones segue pela mesma trilha, e veio antes de Becky Bloom. Eu recomendo!

OBS: No outro post eu falei sobre Mansfiel Park! Então, fui informada que a Adriana Zardini, do Jane Austen Sociedade do Brasil, foi a responsável pela tradução! O livro já encontra-se em pré-venda na Livraria Saraiva!