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Postado por Monolice, November 22nd, 2009
Ando bem desanimada, pelo cansaço do final de semestre na faculdade. Eu adoro meu curso, mas tem dias que cansa muito! Meu consolo é que dia 2 de dezembro terei minha última prova – o problema é a quantidade de coisas que tenho que fazer até lá. Espero ter folego! Mal vejo a hora de entrar de férias.
Apesar dos pesares, tenho dado conta de ler algumas coisinhas! Aliás, não consigo atualizar meu painel de leituras na mesma velocidade que leio.
Vamos aos comentários:
House of Night – Marcada, Traída, Escolhida, Indomada, Caçada e Tentada, de P. C. Cast e Kristin Cast
Os livros são pequenos, e rápidos de ler. Embarcam na onda de Vampiro que tem atraído as pessoas. No geral, é muito parecido com Crepúsculo, incluindo uma pitada de Harry Potter e O Senhor dos Anéis.
Zoey é uma menina aparentemente normal, que de repente é Marcada para ser Vampira (ela literalmente ganha uma tatuagem na testa, que atesta que ela passará para a Mudança). A Mudança é longa, e ela pode morrer no caminho. Ela também tem seu próprio triângulo (ou quadrado?) amoroso, assim como Bella. Zoey passa a maioria dos livros querendo ser normal, quando na verdade ela é especial, tipo Harry Potter da vida, o que é meio clichê. Há mistura com magia (!!!) e por sinal, os vampiros da House of Night são praticamente seguidores de Wicca.
A história em si não tem nada de original (essa é uma opinião exclusivamente minha!), pois:
- Zoey é tão adolescente quanto Bella, e tão especial quanto Harry Potter e Frodo (epa, tem também Eragon).
- Aqui, os vampiros também não morrem no sol (a não ser os vermelhos – eis aí outra história) assim como os vampiros de Crepúsculo, mas não brilham (pelo menos né!). Na verdade, eles ficam incomodados no sol, e inverteram o dia com a noite, o que eu achei mais coerente.
- O vilão principal, quando revelado, é muito parecido com Sauron de O Senhor dos Anéis (pois estava preso!) e também com Lord Voldemort (que também esteve por aí esperando o resgate).
- Também há um conselho de Vampiros, tipo a família Volturi de Crepúsculo.
- A escola de Vampiros lembra o funcionamento de Hogwarts.
O elemento mais ou menos novo é a questão Wicca. Os Vampiros de House of Night tem uma Deusa, Nyx, a quem honram e recebem dons – afinidades.
No geral, eu achei a série boa pra distrair, mas não acredito que vá repetir o sucesso de Crepúsculo.
Eu gostaria muito de ver livros de Vampiro estilo os da Anne Rice, mas infelizmente a onda do momento é adolescente – e Anne Rice não se encaixa nesse público. Se bem que acredito que seja uma evolução normal no final este público seguir a sequência.
Agora vou ler aquel Diários de Vampiro, ou qualquer coisa parecida, e depois posto minha opinião.
Jane Eyre
Estou gostando bastante do Romance. O estilo é Morro dos Ventos Uivantes, já que as autoras são irmãs. Jane Eyre não é uma típica heroína, ela tem caráter e vontade própria. Eu amo isso! Ainda não cheguei nem na metade, pois estou lendo no computador. Mas super recomendo!
E vou ficando por aqui, até mais, pessoas!
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Postado por Monolice, November 6th, 2009
Apesar de minha total falta de tempo, estou conseguindo arrumar tempo pra ler uma coisinha aqui, outra ali, e assim por diante.
Depois de terminar Persuasão e Mansfield Park, estou lendo Emma, e Razão e Sensibilidade juntos (infelizmente, eu não consigo me contentar lendo um livro por vez, até porque um deles é sempre no computador, e o outro em formato livro mesmo).
Emma tem me tirado um pouco a paciência, pois definitivamente, acho a protagonista quase insuportável com o seu preciosismo. Mas é lógico que eu vou terminar, em honra a boa Jane Austen. E a minha velocidade de Razão e Sensibilidade tem sido lenta, pois por eu conhecer a história toda, às vezes viajo visualizando o futuro. Mas logo vou terminar os dois.
Estes dias ando tão cansada mentalmente, que resolvi ler uns livros mais suaves, só pra descansar, e interromper a leitura de Emma e Razão e Sensibilidade.
E os escolhidos foram Marcada, de P. C. Cast e Kristin Cast, e Amanhecer, de Stephanie Meyer. Eu já tinha lido Amanhecer, quando caiu na rede, mas ganhei o livro de aniversário, e resolvi ler de novo, com a tradução revisada.
Os dois são livros para públicos adolescentes, e pecam pela falta de originalidade e conteúdo. Marcada é quase uma cópia de Amanhecer. Aliás, cada vez mais surgem adaptações sobre o tema sobrenatural, o mundo dos vampiros. Mas ainda não vi nenhum destes livros que se aproximasse um pouco de Anne Rice.
São histórias clichês, adaptadas para encher as mentes adolescentes de fantasias. Marcada então está me parecendo uma mistura de Harry Potter, Anne Rice, Stephenie Meyer e Marion Zimmer, encaixando de tudo um pouco. Tudo acontece rápido demais, fácil demais e sem profundidade.
O único ponto bom desses livros, é que tem atraído jovens para a leitura. Eu me lembro que, durante a minha adolescência, ninguém gostava de ler, porque éramos obrigados a ler os grandes clássicos, e é lógico que naquela idade dificil dos 16, 17 anos, ninguém quer ler algo complicado (digo a maioria, mas eu gostava muito de Machado de Assis e José de Alencar, e ainda gosto!).
A conclusão que chego é: quer passar o tempo, ler algo fácil, sem ter que entender nada, nem se perguntar como foi que aconteceu tudo? É uma boa pedida, como uma pizza de mussarela. Acaba rapidinho.
Quer degustar um bom romance sobrenatural, sobre vampiros? Leia Anne Rice! Adoro os vampiros de Anne Rice pela profundidade que tem nas suas histórias. Eles realmente demonstram ter os séculos que carregam.
Mas enfim, essa é minha opinião particular, e gosto cada um tem o seu. A melhor forma de decidir se gosta ou não de um livro é lendo ele.
OBS: Está tocando Loreena na novela Viver a Vida, e estou achando isso incrível! Eu A-M-O Loreena!
Até mais, pessoas!
Postado por Monolice, October 8th, 2009
Então gente. Depois de um comentário da Adriana, mudei algumas opiniões acerca do livro e dos personagens, e vou aqui traçar um perfil.
Fanny Price: a mulher ideal pra qualquer homem, é paciente, carinhosa, sabe escutar, e é
resignada. Algumas vezes, sentimos raiva da sua inatividade diante das situações que lhe são impostas, mas isso mudar conforme ela mostra sua firmeza em decisões. Eu ficava indignada com a falta de reação dela, e cheguei a dizer aqui que preferia Elizabeth Bennet a ela, mas depois fiquei pensando em quantas vezes eu mesmo já fui Fanny Price na vida, principalmente pra evitar problemas com as pessoas, e então entendi um pouco do próprio caráter dela. Todos gostamos da paz, e Fanny Price zela bastante por ela.
Edmund Bertram: um bom homem, mas muito inocente no quesito mulher. Passa a história a se enganar com Mary Crawford, que na verdade está mais preocupada em arrumar um homem que a sustente do que com seus próprios sentimentos, se é que ela tem algum. Felizmente seu bom senso fala mais alto, aliás por sinal, ele é o único filho de Sir Thomas Bertram que tem algum. Devido a ele ser o segundo
filho, escapou do tratamento mimado que deram a Tom e por isso teve uma melhor formação de caráter.
Maria Bertram (Mrs Rushworth) e Julia Bertram: muito conhecimento, e pouco sentimento. A própria Jane Austen diz isso, pois apesar a boa educação, o conteúdo de cada uma delas é oco. Maria
principalmente, por ter casado com o Mr. Rushworth atrás de posição, e depois ter jogado tudo pro alto por causa de um cafajeste qualquer.
Mary Crawford: ela me lembrou aquelas meninas de colégio, sabem? Que disputam a atenção pra se tornarem a mais popular. Sabe agradar todo mundo, mas é fútil e ambiciosa. Embora até sinta algo por Edmund, não consegue passar por cima de seus próprios preconceitos, e procura fazer um casamento vantajoso tanto socialmente quanto financeiramente. Acaba perdendo Edmund quando abre a boca de verdade, revelando sua mesquinhez e egoísmo. E condena a si própria a ficar pra tia. =D
Henry Crawford: o típico cafajeste, que conquista todas as mulheres por puro prazer. Envolve-se com Maria Bertram (Mrs Rushworth) e causa a desgraça de ambos. Diz-se apaixonado por Fanny, e em alguns momentos eu quase acreditei em sua transformação e torci por ele, mas no fim, sua vaidade
falou mais alto e acaba por continuar seu caminho desandado.
Tom Bertram: mais fede do que cheira. Começa a história como um fanfarrão e acaba doente, vítima de suas próprias atitudes. É o típico filho mais velho, e se vivesse nos nossos dias, com certeza seria aquele filhinho de papai que mexe com drogas e só dá trabalho. Mas no final, se regenera um pouco, e não faz grande diferença na história.
Mrs. Norris: mulher infeliz e chata que atrapalha a história toda. Tia de Fanny, Maria e Julia, e irmã de Lady Bertram, prefere mimar as sobrinhas Bertram, e trata mal Fanny. A melhor parte da história é quando ela finalmente vai embora.
Lady Bertram: a Madame de Mansfield, passa seus dias ociosos a bordar e descansar. Não tem grande possição da história, é muito influenciada por sua irmã Mrs. Norris e o marido, Sir Thomas
Bertram. Não toma parte na criação dos filhos ativamente, é omissa, mas não é má pessoa (eu gosto
dela!).
Sir Thomas Bertram: o chefe da família. Severo demais, não percebe o real caráter das filhas. É, apesar de tudo, um bom chefe de família, justo e preocupado. Gostei das atitudes que teve
no final do livro.
Eu gostei muito do livro, e gostaria muito de comprar a nova edição traduzida pro português, quando puder, para ler novamente. Jane Austen tem um estilo inconfundível para narrar, ao mesmo tempo que nos conta um romance, é irônica e crítica seus próprios personagens. As vezes, ela me recorda Machado de Assis. Falo como apreciadora da leitura, pois não sou crítica para poder realmente avaliar e comparar os dois autores. Acredito que muitas coisas em um livro de Jane Austen ficam implícitas, e somente depois de algumas leituras devemos ser capazes de perceber sua sutileza. Tenho a impressão que através de seus livros, ela criticava bastante a sociedade da época, escondendo esta intenção defendendo os bons costumes. Planejo, quando tiver mais tempo, procurar estudos sobre Jane Austen, para entender um pouco mais de seu mundo.
Agora, vou concluir Persuasão e iniciar Emma. Logo posto mais sobre!
Aos usuários de email da Microsoft, cuidado.
Houve um vazamento de senhas de e-mail na última segunda feira. Eu li que tinham sido atingidas contas que iniciam com as letras a e b, e européias, mas por via das dúvidas, recomendo a todos que troquem as senhas, por segurança. É melhor não confiar!
Comentário sobre a novela Viver a vida: Gente, rico é outra coisa, não? Helena sofreu acidente de lancha, enquanto o resto bate o carro mesmo. Aliás, devo confessar que, embora não seja uma noveleira de plantão, o novo título de Manoel Carlos não me agradou. Não gostei muito da Thaís Araújo como
protagonista, as vezes parece que sua interpretação está meio forçada. Por sinal, a novela do Manoel Carlos que eu mais gostei até hoje foi Laços de Família, mesmo não achando que a Vera Fischer foi a melhor Helena. Já deu pra perceber que Manoel carlos é fã de Machado de Assis, mas eu me lembro, quando estava no ensino médio, do professor falar que Helena não era o livro que Machado de Assis mas se orgulhava. Então estou confusa! Se alguém souber algo a respeito, por favor, me avise, pois estou curiosa!
E fico por aqui, pois este post já está grande demais!
Postado por Monolice, September 30th, 2009
Este livro definitivamente esbarrou um pouco na minha paciência. Eu fiquei desesperada pra acabar logo!
Vamos aos pontos: o livro gira em torno do conturbado relacionamento entre Bridget Jones e Mark Darcy. Além da insegurança, a protagonista passa a maior parte do livro falando de livros de auto-ajuda,e não toma decisão nenhuma por conta própria: precisa sempre de alguém pra lhe dar conselhos. No primeiro livro, achei que Bridget Jones era mais indepentente, mas no segundo ela demonstra muita imaturidade. Arrisca-se a terminar o relacionamento ao não revelar seus próprios sentimentos a Mark Darcy, e literalmente joga ele nos braços da “amiga” Rebecca.
MarK Darcy, por seu lado, mostra que todos os homens tem defeitos (é, não existe o príncipe encantado MESMO!) e mesmo sabendo de toda as armações de Rebecca, opta por acreditar na infidelidade de Bridget. Resumindo, o problema do relacionamento de Bridget e Mark é a falta de comunicação, problema tão comum nos nossos dias. Teve momentos do livro que minha vontade era pular alguns pedaços, pois teve muita enrolação, e aliás, devo confessar que a parte da viagem da Tailândia, embora muito engraçada, passei quase por cima.
Alguns elementos eu gostei mais no filme. Por exemplo, adorei o fato de Mark Darcy pedir ela em casamento no filme, e no livro nada disso acontece. Mas tem uma coisa no livro que adorei! Bridget Jones entrevista Colin Firth! Por sinal, Colin Firth interpretou Mr. Darcy em Orgulho e Preconceito de 1995, e também interpreta o próprio Mark Darcy nas adaptações para o cinema. Aliás, estou louca pra ver essa versão, mas infelizmente ainda não consegui concluir o download. Será que Colin Firth é mais charmoso que o par de Keira Knightley, Matthew Macfadyen?
Apesar de tudo, pra quem aprecia um bom romance moderno, Bridget Jones é leitura certa!
Lendo Mansfield Park: Primeiras impressões
Que me desculpem os fãs, mas a protagonista Fanny Price não me conquistou. Ela me parece uma personagem fraca, que passa o tempo todo como vítima e deixa todos os outros fazerem dela o que quiserem. Eu particularmente prefiro protagonistas mais fortes, como Elizabeth Bennet!
Edmund, por sua vez, é o rapaz bonzinho, cheio das boas intenções, mas que se deixa levar pela primeira que aparece na frente dele. Mas vou até o fim, pois é lógico que quero saber o final. Quem sabe até lá mudo de idéia? De qualquer forma, aguardo por um bom final feliz!
Postado por Monolice, September 23rd, 2009
Hoje estou iniciando uma nova Categoria no meu blog, que espero que eu consiga atualizar com frequência. Como eu leio bastante, gosto de compartilhar algumas das minhas experiências com livros!
Acabei de terminar O Diário de Bridget Jones, de Helen Fielding. Eu só tinha visto a adaptação para o cinema, que já tem até algunas anos (acredito que seja de 2001, 2002, não sei ao certo).
Bem, em primeiro, comparando o filme com o livro, posso dizer que embora não tenha sido 100% fiel aos fatos, transmitiu bem a personalidade da protagonista do livro. Devo dizer que a Reneé Zellweger ficou perfeita no papel, e a todo momento que lia o livro, conseguia visualizar ela como Bridget Jones.
O livro reflete bem o cotidiano de uma mulher na casa dos 30 anos, ainda solteira. As preocupações com o peso, a falta de um namorado, a insegurança femininia, o temperamento masculino e as frustrações subsequentes.
Conforme fui lendo, me lembrei até de uma palestra que aconteceu no meu trabalho, sobre Satisfação e Estresse em mulheres. Bridget Jones me lembrou cada uma de nós, que passamos o tempo todo preocupadas com nossa aparência externa, com o quanto vamos engordar se comermos aquela coxinha deliciosa, sobre como o vestido mais lindo do mundo vai marcar os malditos pneuzinhos e tudo mais. Nós, mulheres modernas, nos cobramos demais. Somos estressadas desde pequenas, com as nossas mães dizendo “Feche as pernas, você está de saia”, “Mastigue de boca fechada”, “Você é uma mocinha, comporte-se como tal!”, “Na sua idade, eu já arrumava a minha cama, vai arrumar a sua” e todas essas frases que passamos a infância a escutar. E aí, quando viramos adultas, nos submetemos a uma jornada que inclui trabalho, casa, família, filhos, academia e regime. Não que seja este o meu caso, já que eu por enquanto só alterno trabalho e faculdade. Mas todas nós estamos sempre nos cobrando o melhor, o perfeccionismo.
Bridget Jones lida como todos estes problemas de forma divertida e irreverente. E ainda consegue seu final feliz. E sem falar que Bridget Jones cita várias vezes Orgulho e Preconceito (pelo menos, a adaptação da BBC, que eu ainda não vi e estou doida pra ver – além disso, ela compartilha minhas opiniões acerca de Mr. Darcy!). Será que o Mark Darcy tem esse nome por causa do Mr. Darcy de Orgulho e Preconceito? Quando descobrir, eu conto.
Pra quem gostou de Becky Bloom de Sophie Kinsella, Bridget Jones segue pela mesma trilha, e veio antes de Becky Bloom. Eu recomendo!
OBS: No outro post eu falei sobre Mansfiel Park! Então, fui informada que a Adriana Zardini, do Jane Austen Sociedade do Brasil, foi a responsável pela tradução! O livro já encontra-se em pré-venda na Livraria Saraiva!