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Postado por Monolice, July 19th, 2010
Gente, depois de Crepúsculo, eu resolvi que ia ler todo e qualquer romance que tivesse vampiros no meio, para fazer comparações. Nessa história, eu li Crespúsculo, Diários do Vampiro, Vampire Academy e House of Night, além de estar lendo novamente Anne Rice, que não dá pra comparar com nenhum desses anteriormente citados pois os livros dela são de qualidade muito superior (opinião exclusivamente minha). Antes de ler, por favor, tomem cuidado, pois este post pode conter SPOILERS!
House of Night 7 – Burned
O livro ainda não foi lançado no Brasil, mas como eu estava muito curiosa com o que ia acontecer em seguida, eu resolvi que ia ler em inglês mesmo. Como todos os volumes anteriores, o livro peca pela falta de cronologia. Aliás, eu sinto falta de cronologia o tempo todo na série! Tudo acontece rápido demais, Zoey entra na escola, depois vira uma Alta Sacerdotisa em Treinamento Uau em pouco tempo, e aí ela tem o rolo com o Heath, com o Erik, com o Poeta Laureado esqueci o nome, briga com a Neferet, e aparece Kalona – é tudo ao mesmo tempo. Mas pelo que eu entendi, toda a história dos 7 livros ocorreu em algo em torno de seis meses. Ou menos.
Nesse volume, Heath morreu e a alma de Zoey se partiu ao presenciar a cena da morte de Heath por Kalona. É, Kalona foi o grande assassino (até que enfim Zoey enxergou que ele é do mal MESMO) e Zoey jogou seus espírito contra ele antes de sua alma se partir. Zoey segue então com Heath para o Outro Mundo – o mundo de Nix – e lá ela fica por um booooooom tempo. Enquanto isso, Kalona está enfraquecido e é impelido por Neferet a seguir Zoey para o Outro Mundo, para garantir que ela não retorne ao seu corpo – se Zoey não retornar em 7 dias, ela morrerá.
O livro gira em torno de Todo-mundo-tentando-trazer-Zoey-de-volta. Stevie Rae faz sua parte em Tulsa, enquanto lida com um romance com o Corvo Escarnecedor Rephaim, Aphrodite mantém a cabeça no lugar enquanto a orda de Nerds está histércia. E dessa vez, Stark terá um papel essencial pra salvar Zoey. Aliás, Stark tem descendência irlandesa – isso é legal!
Agora, algumas observações minhas. Eu gostei da morte do Heath. Eu achava ele um saco e prefiro o Stark a Heath, Erik e o Poeta Laureado. O livro enrola muuuuuuuuuuuuuito. As parte dos diálogos com sotaques irlândes foram sofríveis de se ler. E eu não gostei do romance da Stevie Rae com Rephaim, eu preferia o Dallas, e fiquei com muita pena do que aconteceu com ele. Devo dizer também que detesto as capas que eles lançam por lá, prefiro mil vezes as que lançaram por aqui, com aqueles espirais bonitos cheio de flores.
Fica aqui também o dilema do que diabos vai acontecer, e espero que realmente a autora consiga inovar no restante da história. Gostei do toque Irlândes que ela deu pra história, acho mais legal do que falar apenas só de Wicca, até Avalon foi citado no blog da autora como fonte de inspiração, e eu adoro As Brumas de Avalon de Marion Zimmer Bradley. Acho que depois desses livros, com certeza vamos assistir a um boom de meninas que querem seguir a Wicca. Não condeno, mas espero que não seja só pela modinha, pois a Wicca é uma religião acima de tudo, e é necessário ter consciência para dar um passo assim.
Postado por Monolice, July 19th, 2010
De vez em quando eu recebo comentários por aqui, e são comentários tão legais que nessas horas eu penso que deveria postar mais frequentemente.
Mas eu não consigo. Quando penso em postar sobre os livros que eu já li, lembro de um problema: eu leio tanto e tão rápido que esqueço do que já li.
Andei me dedicando muito ao site do Studio Ghibli. É uma coisa minha, que quero que cresça, apareça, e traga mais fãs pro Studio Ghibli, para vermos dos os filmes de Miyazaki e Takahata por aqui. E creio que o trabalho tem funcionado bem, tem tido muitas visitas no site!
Tenho também comprado muitos livros, e estou com uma lista extensa de coisas para ler. Vou até seguir a idéia da Devoradora de Livros e dar umas dicas de leitura por aqui. Além de livros, também me perdi no mundo dos DVDs, e mais: estou organizando meu casamento, que será daqui um ano. É coisa demais para minha cabeça. Mas vamos lá, fazendo uma retrospectiva do que andei lendo.
Hoje vou falar do Livro que eu mais gostei.
E esse livro, é, sem dúvida.. hmm.. vejamos… dúvida cruel. Sempre fico entre dois títulos. Mas dessa vez vou optar um sobre o qual eu sempre falo: O Castelo no Ar, de Diana Wynne Jones.
Porque eu colocaria um livro que muitas pessoas consideram infantil como melhor livro? Simples. Ele me surpreende cada vez que eu leio.
Dá pra ler rapidinho, cerca de dois dias, mas toda vez eu leio já lembrando da história, eu sou surpeendida.
É a continuação de O Castelo Animado, e aí quando começa o livro, você já imagina que vai encontrar Sophie e Howl novamente. Mas não é bem assim. A história é narrada por Abdullah, um mercador de tapetes jovem, que resolve sair em busca de seu destino. Ele se apaixona pela princesa Flor da Noite, obtém um tapete mágico, e deve salvar a prória Flor da Noite de um Djim – uma espécie de demônio/gênio que pode realizar magias poderosas. Abdullah ganha até mesmo companheiros em sua jornada – a gata Meia Noite e seu filho Atrevido e até mesmo um soldado desempregado.
Howl e Sophie aparecem na história, além de Calcifer, o Mago Sulliman e Lettie, mas vou deixar pra quem quiser saborear imaginar como é que eles vão aparecer.
Postado por Monolice, February 28th, 2010
Recentemente, a editora L&PM lançou uma nova edição de Orgulho e Preconceito traduzido por Celina Portocarrero. Eu não resisti e comprei a edição, para poder comparar com a edição que tenho aqui, da Abril Cultural e traduzida por Lúcio Cardoso.

Achei a capa super fofa!
Não sou profissional pra poder dizer com certeza quais são as diferenças minuciosas entre as traduções, mas se fosse preferir alguma, poderia afirmar que seria a de Celina. Não desmercendo a tradução de Lúcio, pois como foi a primeira que li, julgo ser uma ótima tradução. Gostei mais da tradução da Celina por ser uma tradução mais recente. Sendo assim, o vocabulário utilizado é mais atual, sem perder o estilo de Jane Austen, ao passo que a tradução de Lúcio utiliza-se de um português mais formal, retrato da época na qual foi feita.
É interessante ver como a linguagem muda. A Edição da Abril Cultural data da década de 1980, enquanto a Edição da L&PM data deste ano de 2010, sendo que cerca de 20 anos separam as traduções. É fácil perceber as diferenças de vocabulário entre ambas as traduções, e fico imaginando que mais diferenças ainda devem existir entre o vocabulário utilizado pela própria Jane Austen quando escreveu, e o vocabulário inglês atual (por mais que o inglês britânico seja famoso por manter mais formalismos). Imagino também que cada tradutor procura em seu trabalho, trazer um significado mais próximo possível do original, por isso há tantas diferenças entre traduções de autores diferentes. Com certeza, as diferenças baseam-se na compreensão do texto por parte do tradutor.
Aqui, gostaria de tocar em um ponto, que tem sido amplamente divulgado na internet, acerca da questão do plágio de traduções. Denise, do não gosto de plágio, e Raquel, do Jane Austen em Português, denunciaram a semelhança da tradução de Fabio Cyrino e Isabel Sequeira do livro Persuasão, de Jane Austen. Agora ambas estão sendo processadas pela Editora Landmark, editora que publicou a tradução de Fábio Cyrino (que pelo que entendi, é também proprietário da referida editora).
Pelos trechos postados pela própria Denise, não acredito que a acusação de plágio seja infundada. Até os mesmos erros de Isabel Sequeira estão presentes na tradução de Fábio Cyrino.
Manifesto aqui a minha total indignação com a atitude da editora. Além do processo, pedem indenização por danos morais (uma quantia bem alta), queriam também que o processo ocorresse em sigilo – sem discussão das mídias, e queriam que o blog de ambas fossem retirados do ar antes mesmo do julgamento da causa. O juiz foi sensato, e além de não ter aceito o pedido de retirada do ar, também não permitiu que o processo fosse julgado em sigilo. Para mim, esses dois pedidos parecem provar não só que a Editora tem culpa no cartório, mas que também pretende continuar com esse tipo de atitude. E não foi só Persuasão o caso – a edição de O Morro dos Ventos Uivantes também foi contestada.
O mais absurdo de tudo, foi a Editora ter dito que as acusações de Denis e Raquel foram infundadas, mas não ter esclarecido as semelhanças das traduções. Para mim, a atitude da Editora só terá uma repercussão: da minha parte, não compro mais livros com o selo Landmark, pois para mim perdeu a credibilidade, e imagino que a esfera que acompanha esses casos também se juntará a causa.
Gostaria de manifestar aqui meu apoio a causa da Denise e da Raquel, e torço por um desfecho justo e verdadeiro. Espero realmente que a justiça seja feita para o lado correto.
Quem quiser saber mais, podem acompanhar o blog da Denise, não gosto de plágio, e o blog da Raquel, Jane Austen em Português.
UPDATE: Na verdade, a tradução de Lúcio Cardoso é de 1940. Obrigada Denise!
Postado por Monolice, November 22nd, 2009
Ando bem desanimada, pelo cansaço do final de semestre na faculdade. Eu adoro meu curso, mas tem dias que cansa muito! Meu consolo é que dia 2 de dezembro terei minha última prova – o problema é a quantidade de coisas que tenho que fazer até lá. Espero ter folego! Mal vejo a hora de entrar de férias.
Apesar dos pesares, tenho dado conta de ler algumas coisinhas! Aliás, não consigo atualizar meu painel de leituras na mesma velocidade que leio.
Vamos aos comentários:
House of Night – Marcada, Traída, Escolhida, Indomada, Caçada e Tentada, de P. C. Cast e Kristin Cast
Os livros são pequenos, e rápidos de ler. Embarcam na onda de Vampiro que tem atraído as pessoas. No geral, é muito parecido com Crepúsculo, incluindo uma pitada de Harry Potter e O Senhor dos Anéis.
Zoey é uma menina aparentemente normal, que de repente é Marcada para ser Vampira (ela literalmente ganha uma tatuagem na testa, que atesta que ela passará para a Mudança). A Mudança é longa, e ela pode morrer no caminho. Ela também tem seu próprio triângulo (ou quadrado?) amoroso, assim como Bella. Zoey passa a maioria dos livros querendo ser normal, quando na verdade ela é especial, tipo Harry Potter da vida, o que é meio clichê. Há mistura com magia (!!!) e por sinal, os vampiros da House of Night são praticamente seguidores de Wicca.
A história em si não tem nada de original (essa é uma opinião exclusivamente minha!), pois:
- Zoey é tão adolescente quanto Bella, e tão especial quanto Harry Potter e Frodo (epa, tem também Eragon).
- Aqui, os vampiros também não morrem no sol (a não ser os vermelhos – eis aí outra história) assim como os vampiros de Crepúsculo, mas não brilham (pelo menos né!). Na verdade, eles ficam incomodados no sol, e inverteram o dia com a noite, o que eu achei mais coerente.
- O vilão principal, quando revelado, é muito parecido com Sauron de O Senhor dos Anéis (pois estava preso!) e também com Lord Voldemort (que também esteve por aí esperando o resgate).
- Também há um conselho de Vampiros, tipo a família Volturi de Crepúsculo.
- A escola de Vampiros lembra o funcionamento de Hogwarts.
O elemento mais ou menos novo é a questão Wicca. Os Vampiros de House of Night tem uma Deusa, Nyx, a quem honram e recebem dons – afinidades.
No geral, eu achei a série boa pra distrair, mas não acredito que vá repetir o sucesso de Crepúsculo.
Eu gostaria muito de ver livros de Vampiro estilo os da Anne Rice, mas infelizmente a onda do momento é adolescente – e Anne Rice não se encaixa nesse público. Se bem que acredito que seja uma evolução normal no final este público seguir a sequência.
Agora vou ler aquel Diários de Vampiro, ou qualquer coisa parecida, e depois posto minha opinião.
Jane Eyre
Estou gostando bastante do Romance. O estilo é Morro dos Ventos Uivantes, já que as autoras são irmãs. Jane Eyre não é uma típica heroína, ela tem caráter e vontade própria. Eu amo isso! Ainda não cheguei nem na metade, pois estou lendo no computador. Mas super recomendo!
E vou ficando por aqui, até mais, pessoas!
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Postado por Monolice, November 6th, 2009
Apesar de minha total falta de tempo, estou conseguindo arrumar tempo pra ler uma coisinha aqui, outra ali, e assim por diante.
Depois de terminar Persuasão e Mansfield Park, estou lendo Emma, e Razão e Sensibilidade juntos (infelizmente, eu não consigo me contentar lendo um livro por vez, até porque um deles é sempre no computador, e o outro em formato livro mesmo).
Emma tem me tirado um pouco a paciência, pois definitivamente, acho a protagonista quase insuportável com o seu preciosismo. Mas é lógico que eu vou terminar, em honra a boa Jane Austen. E a minha velocidade de Razão e Sensibilidade tem sido lenta, pois por eu conhecer a história toda, às vezes viajo visualizando o futuro. Mas logo vou terminar os dois.
Estes dias ando tão cansada mentalmente, que resolvi ler uns livros mais suaves, só pra descansar, e interromper a leitura de Emma e Razão e Sensibilidade.
E os escolhidos foram Marcada, de P. C. Cast e Kristin Cast, e Amanhecer, de Stephanie Meyer. Eu já tinha lido Amanhecer, quando caiu na rede, mas ganhei o livro de aniversário, e resolvi ler de novo, com a tradução revisada.
Os dois são livros para públicos adolescentes, e pecam pela falta de originalidade e conteúdo. Marcada é quase uma cópia de Amanhecer. Aliás, cada vez mais surgem adaptações sobre o tema sobrenatural, o mundo dos vampiros. Mas ainda não vi nenhum destes livros que se aproximasse um pouco de Anne Rice.
São histórias clichês, adaptadas para encher as mentes adolescentes de fantasias. Marcada então está me parecendo uma mistura de Harry Potter, Anne Rice, Stephenie Meyer e Marion Zimmer, encaixando de tudo um pouco. Tudo acontece rápido demais, fácil demais e sem profundidade.
O único ponto bom desses livros, é que tem atraído jovens para a leitura. Eu me lembro que, durante a minha adolescência, ninguém gostava de ler, porque éramos obrigados a ler os grandes clássicos, e é lógico que naquela idade dificil dos 16, 17 anos, ninguém quer ler algo complicado (digo a maioria, mas eu gostava muito de Machado de Assis e José de Alencar, e ainda gosto!).
A conclusão que chego é: quer passar o tempo, ler algo fácil, sem ter que entender nada, nem se perguntar como foi que aconteceu tudo? É uma boa pedida, como uma pizza de mussarela. Acaba rapidinho.
Quer degustar um bom romance sobrenatural, sobre vampiros? Leia Anne Rice! Adoro os vampiros de Anne Rice pela profundidade que tem nas suas histórias. Eles realmente demonstram ter os séculos que carregam.
Mas enfim, essa é minha opinião particular, e gosto cada um tem o seu. A melhor forma de decidir se gosta ou não de um livro é lendo ele.
OBS: Está tocando Loreena na novela Viver a Vida, e estou achando isso incrível! Eu A-M-O Loreena!
Até mais, pessoas!